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peglegrapunzel:

Retrato

Quando menino encompridava rios.
Andava devagar e escuro – meio formado em silêncio.
Queria ser a voz em que umapedra fale.
Paisagens vadiavam no seu olho.
Seus cantos eram cheios de nascentes.
Pregava-se nas coisas quanto aromas.

Manoel de Barros

Olhos longínquos, você entregou à mim todo seu ser. Entregou-se toda em uma só jogada, sem resquícios de dúvidas, certa. E eu, do outro lado, peguei-a ainda no ar, com seus braços abertos e vestida com um sorriso que até se podia sentir cheiro. E mesmo em meu colo, seus cabelos ainda voam, dançando no ar -cada fio vívido. O mundo inteiro é um borrão, gritamos de volta para ele coisas boas, coisas fortes de amor. Sem medo que a felicidade um dia se esgote, somos envoltos por ela e de nós escorre toda paz do mundo. Amizade e esgotamento colidem, nosso sangue sai sorrindo. Celebramos esse dia e dele os instantes são infinitos.

Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.

João Guimarães Rosa. (Grande Sertão: Veredas)

(via outradoseporfavor)

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(via birdish)

Assimila, dissimula, afronta, apronta, diz: “carrega-me nos abraços”. Lapida-me a pedra bruta, insulta, assalta-me os textos, os traços. Me desapropria o rumo, o prumo, juro me padeço com você. Me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia, outro “porquê

O Teatro Mágico

(via feather-oars)